O artigo da Comunicação Digital começa tratando de dois pontos importantes: A nossa relação com as máquinas e, o quanto ela está presente nas nossas vidas. A confiança e a dependência são dois adjetivos que contemplam um pouco das nossas relações pós-industrial quando falamos de relacionamento com as máquinas e, isso implica diretamente com a forma a qual nos comunicamos com o restante do mundo.
Se McLuhan considera os meios como extensão do homem, saliento-me a arriscar que a internet, isoladamente, é a extensão do computador: uma pós-extensão humana.
É muito mais interessante ver a linha de continuidade que existe do que hiper valorizar a ruptura.
Por mais que enxerguemos a internet como uma revolução, não necessariamente essa tecnologia trará mais democratização, mais acesso ao poder, inclusão. Isso não está embutido no DNA da tecnologia.
A tecnologia, por si, traz também mais diferenciação; A inclusão digital não dar-se apenas por liberar o acesso para as pessoas ou em escolas para que as crianças possam utilizá-la. É preciso mais que liberar a internet, é preciso qualidade, criticidade sobre aquilo que o novo usuário está consumindo. É preciso uma alfabetização digital.


