quarta-feira, 15 de junho de 2016

Comunicação Digital



O artigo da Comunicação Digital começa tratando de dois pontos importantes: A nossa relação com as máquinas e, o quanto ela está presente nas nossas vidas. A confiança e a dependência são dois adjetivos que contemplam um pouco das nossas relações pós-industrial quando falamos de relacionamento com as máquinas e, isso implica diretamente com a forma a qual nos comunicamos com o restante do mundo.
Se McLuhan considera os meios como extensão do homem, saliento-me a arriscar que a internet, isoladamente, é a extensão do computador: uma pós-extensão humana.
É muito mais interessante ver a linha de continuidade que existe do que hiper valorizar a ruptura.

Por mais que enxerguemos a internet como uma revolução, não necessariamente essa tecnologia trará mais democratização, mais acesso ao poder, inclusão. Isso não está embutido no DNA da tecnologia.

A tecnologia, por si, traz também mais diferenciação; A inclusão digital não dar-se apenas por liberar o acesso para as pessoas ou em escolas para que as crianças possam utilizá-la. É preciso mais que liberar a internet, é preciso qualidade, criticidade sobre aquilo que o novo usuário está consumindo. É preciso uma alfabetização digital.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

O que a internet nos oferece?


"Nós moldamos nossas ferramentas, e então nossas ferramentas nos moldam."
Marshall McLuhan, teórico da Comunicação



Mesmo criticado em sua época, e ter passado anos numa geladeira sem ser lembrado, os estudos e frases de McLuhan vem tomando força ao longo do tempo, e nos períodos culturais da evolução. Agora, na cultura digital, podemos perceber isso tão forte quanto. Uma vez que programamos computadores para e este tem sua influência e sua manipulação sobre nossa vida.

"A busca pela relevância gerou os gigantes da internet de hoje e está motivando as empresas a acumular cada vez mais dados sobre nós e a usá-los para adaptar secretamente nossas experiências online. "

Por mais que muitas pessoas acreditem que os mecanismos de buscas são imparciais, ele fica cada vez mais parcial por nos oferecer aquilo que queremos e, muitas vezes, já sabemos, a partir de informações já armazenadas pelo buscador.

"O  monitor do nosso computador é uma especie de espelho que reflete nossos próprios interesses, baseando-se na análise de nossos cliques feitos por observadores algorítmicos."

Mesmo as páginas anônimas, usadas muitas vezes para fugir do registro no computador, não são suficientes para nos privar de propagandas e muito menos para não sermos influenciados nas decisões que tomamos na internet.
O Google, por exemplo, tenta cada vez mais otimizar nossa pesquisa, não por ser bonzinho e querer que tenhamos acesso rápido aos nossos resultados de buscas, mas além de otimizar, ele tenta dar ao usuário o resultado mais próximo que ele deseja, como ele faz isso? A partir das pesquisas anteriores, e sites visitados ele tenta criar uma identidade do usuário. 

Uma questão interessante é o redirecionamento comportamental, onde as empresas de buscas vendem os nossos dados de acessos para o banco de dados de outras empresas, sendo que estas vendem para outras que empresas que utilizam esses dados para sugerir conteúdo e, principalmente, publicidade.

Sabe quando você pesquisa uma viagem para determinado lugar? Seu dado é vendido, e dali em diante irá aparecer companhias aéreas te oferecendo serviços relacionados aquele lugar, ou viagens.


A lógica do Google  mistura a ambição de ter a informação de seus usuários e a generosidade de oferecê-los dados de outras pessoas.

Um pequeno tirado da introdução e capítulo 1 do livro O filtro Invisível: O que a internet está escondendo de você, de Eli Pariser.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Uns versos de redes sociais da Raquel Raquero

Há pontes 
Entre um e outro
Ou
Entre todos
Mas há pontes

Há laços 
Fracos 
Ou
Fortes
Mas há laços

Ha conexões 
Organizadas
Ou 
Aleatórias 
Mas há conexões

Há fluxo de informações 
Muito
Ou pouco
Mas há fluxo de informações

 Há nós 
Evidentes
Ou 
Ocultos 
Mas há nós

Há uma rede social 
se e só se houver
perfil
conexões
links permanentes
grupos ou comunidades
Interação
Então, há uma rede social

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Da cultura das Mídias à Cibercultura: O advento do pós-humano


Lúcia Santaella

Fichamento do artigo



Alguns pontos me chamaram a atenção  ao longo do texto, e de acordo com a divisão que a própria autora faz, farei os meus que achei relevantes, então vamos lá:
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  No primeiro capítulo, a autora faz uma divisão de eras culturais em seis tipo de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.
  Lembra que não devemos julgar que as transformações culturais são devidas apenas ao advento de novas tecnologias. Na verdade, os signos, os tipos de mensagem e os processos de comunicação os verdadeiros responsáveis por essas transforações.


“McLuhan insistia na impossibilidade de se separar a mensagem do meio, pois a mensagem é determinada muito mais pelo meio que a veicula do que pelas intenções de seu autor. Portanto, em vez de serem duas funções separadas, o meio é a mensagem”
(Lunenfeld, 1999a, p.130)


A autora completa: Ora, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam.


Sobre a continuidade da cultura de massas sendo a cibercultura, Santaella reconhece a fase transitória entre elas, a saber, o reconhecimento da cultura das mídias, pois é substâncial para se ocnhecer a própria cibercultura.


A autora também critica a imprecisão a qual muitos tem tratado como cultura midiática, incluindo todas as tranformações e hibridização que vivemos.


“A confusão conceitual é proporcional à confusão dos modos como nos aparecem os fatos que pretendemos compreender”. Tal afirmação, para mim, condiz com o que acontece hoje no jornalismo impresso: Sem saber para onde ir, ou como se adaptar ao meio, tenta entender como se adaptar e criar teorias, de possivel salvação, que não são eficazes, gerando com isso a demissão de centenas de funcionários.


Com o advento da tecnologia, Lúcia afirma que o próprio usuário é quem vai  individualmente buscar a informação e a mensagem que deseja, que se caracteriza por uma busca dispersa, alinear e fragmentada.


Apesar da cultura de assas, cultura das mídias e cultura digital viverem no mesmo caldeirão, e por isso a dificuldade de conceituar e distingui-las, ambas possuem diferenças que precisam ser mostradas, para que não nos perdamos, ou continuemos perdidos. “Uma diferença gritante entre cultura das mídias e a cultura digital, por exemplo, está no fato muito evidente que, nesta última está ocorrendo a convergência das mídias, um fenômeno muito distindo da convivência das mídias típica da cultura das mídias.


Sobre a quantidade exarcebada de informação que hoje detémos e produzimos advem da convergência das mídias, na coexistência com a cultura de massas e a cultura das mídias. Parafraseand Hayles(1996b, p;259, 270) que afirma que a informação é a moeda corrente da rede.
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A autora sempre busca fugir dos extremos e mantém cautela ao fazer quaisquer afirmações, isso fica amis claro quando ela critica o extremismo que precisamos ser críticos quanto ao que estamos consumindo, mas não exagerar, e nem acreditar que a internet é a salvação e que ela só é benéfica.


Pós-humano, ela refere-se não aquilo que vem após o humano, com sua extinção, mas sim para sinalizar as tranformaçõe que as novas tecnlogias de comunicaão estão trazendo para tudo o que diz respeito à vida humana, tanto no nível psíquico quanto social e antropológico.

E para a compreensão do que vem depois e quais as consequencias disso, a autora confia na arte, a que cria problema, pois ela tem sido a única que tem projetado, explorado e criticado uma nova imagem do ser humano no vórtice de suas atuais transformações.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A pregação contra o amador






O culto do Amador

Análise do primeiro capítulo do livro "O culto do amador" de Andrew Keen




Se antes o autor era um apaixonado pela evolução da internet e um otimista das possibilidades que nos daria. Hoje, o autor mostra-se um pessimista e radical quanto a democratização da internet e o poder que os usuários detém. 
A metáfora usada por ele no inicio do livro é que os usuários são macacos e que com suas máquinas produzem e recebem conteúdos sem criticidade e sem a preocupação da sua veracidade e respeito aos direitos autorais de produtores de conteúdos 
 Keen faz diversas críticas em relação a postura dos usuários na rede. Uma delas, é em relação ao seu desejo de tornar-se a informação, deixando de lado o acesso a portais de notícias para se vangloriarem em seus perfis e produzirem informação, em suma, de si mesmos. 
Sobre a promessa de democratização da Web 2.0, o autor escreve "O que a revolução da Web 2.0 está realmente proporcionando são observações superficiais do mundo à nossa volta, em vez da análise profunda, opinião estridente, em vez de julgamento ponderado."
Devido a falta de uniformidade e a falta de um editor de conteúdo, as pessoas produzem materiais que não tem verificação de suas credenciais e avaliação. Com isso, há um obscurecimento, ofuscação e até o desaparecimento da verdade.
O autor finaliza o capítulo afirmando que não podemos lançar a culpa por esse triste estado de coisas em alguma outra espécie. Nós, seres humanos, monopolizamos as luzes da ribalta nesse novo palco da mídia democratizada. Somos simultaneamente seus escritores, seus produtores, seus técnicos amadores e, sim, seu público amador. 

domingo, 8 de maio de 2016

The Shallows

Análise dos Capítulos 1 e 3 de "The Shallows" de Nicholas Carr

A internet é a mídia mais recente a estimular  debate sobre os efeitos de uma mídia sobre o ser humano; A questão é que quando é discutido sobre determinada mídia, o conteúdo é que é discutido e não a mídia em si.


McLuhan viu: que a longo prazo o conteúdo de um mídia importa menos que ela própria em influenciar o modo como pensamos e agimos. Como nossa janela para o mundo e para nós mesmos, uma mídia popular molda o que vemos e como vemos - e por fim, se a usarmos bastante, muda quem somos, como indivíduos e como sociedade.
Logo de início o autor se diz dependente da internet, externa sua dificuldade de concentração em ler livros, artigos ou algo que passe de três parágrafos. Estranho com essa percepção e com o sentimento de culpa, ele contata alguns amigos e que dizem que também se sentem assim.


Depois disso, Carr faz um retrospecto de todo o seu contato com o computador, internet e a percepção de que havia algo errado. 


Ele lista o deslumbre ao comprar seu primeiro computador, as funcionalidades que ele tinha e a emoção de vê-lo ligar. Nisso, ele dizia a dificuldade e a resistência em produzir e editar textos no computador com os softwares da época.


Relata a experiência de ter um computador no trabalho, e não apenas em casa.

O descobrimento da internet e sua paixão pela mesma, passada a época de resistência quanto ao novo meio, viu na internet um novo mundo, viria para salvar sua vida e agilizar trabalhos e contatos com o resto do mundo, cita a facilidade com que postava seus textos na web, comparando com o processo demorado que levava na produção de artigos e livro, agora só digitava, editava algumas páginas e postava, estava pronto,  além da interação quase que instantaneamente de outros usuários da rede.

Mas de repente, percebeu que havia algo errado.


A fome de consumo de informação, a necessidade de estar conectado, e a falta de concentração nas pequenas coisas fez com que ele percebesse que ele percebesse que estava passando dos limites e que não passava mais de um consumidor de palavras, não mais um ser pensante e ativo.



Depois disso, o autor começa um debate que discute a influencia que esses meios tem sobre nosso cérebro.

Para isso, ele coloca duas linhas de pensamentos: O determinismo tecnológico, que diz que somos meros reprodutores desses meios e que quando esses meios conseguirem se reproduzir sozinhos seremos descartados e o instrumentalismo, que afirma que nós, seres humanos, temos total poder sobre esses meios podendo decidir o que fazer e qual influencia eles tem sobre nós. 

Crítica a cultura de convergência

Informação para rir ou para pensar?


A leitura do texto e a sua criticidade em relação a ele, fica por sua conta. O link para download do mesmo está no fim dessa postagem.

Vou me deter a fazer uma crítica a algo relacionado: a adaptação de um meio de comunicação a outro, ou não

Sempre que aparece uma nova tecnologia, acredita-se que outra irá desaparecer, assim foi com o rádio, quando a TV surgiu.  E é assim que vemos o futuro do jornalismo impresso: com a migração para o digital e a queda das vendas e assinantes, além das demissões em larga escala nas redações de todo o mundo, acreditamos que esse seja seu fim. Aliás,  eu não.

Na verdade, igenuinamente, ou não, as pessoas acreditam que a “tecnologia internet” seja a caixa preta, como é citado no livro Cultura da Convergência de Jekins, onde vai juntar tudo em apenas uma tecnologia. Seria essa a nossa caixa preta mesmo? A qual um dia pensamos a inviabilidade de existir? Ou estamos nos precipitando e deixando de analisar as particularidades de cada tecnologia e mais ainda: de cada meio de comunicação?

a convergência representa uma transformação cultural à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia dispersos.
— JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.”

As pessoas consomem informações diferente de como consumiam há 10 anos, e fazer edição especial só aos finais de semana não é sufisciente e nem o caminho para que, além de conseguir fidelidade com possíveis novos leitores, conseguir mostrar: é isso que devemos fazer para sobreviver e não demitirmos a redação toda.

Não é o caminho copiar e colar o que foi publicado na web para o jornal do outro dia de manhã. Quem vai se importar de ler o que já foi publicado? Ah, mas eu não publiquei isso, meus leitores ainda não viram isso. Ok. Mas é seus leitores e de quantos mais?
Estamos pensando nos leitores que não leem nenhum jornal impresso, só a internet? Já pensou se esse pessoal ver algo ‘cool’ e começa a acompanhar a rede social do jornal? Ou se ainda: devido aos conteúdos postados, deseja saber mais sobre um determinado conteúdo que só vai ser encontrado no impresso? E, a partir daí começa a comprar...

Outra questão: Você está publicando o que seus leitores querem ver ou o que eles precisam saber? Você está fazendo um jornalismo de miss simpatia?

O jornalismo é preciso se encontrar. É preciso ainda ter o desejo de quebrar padrões e nao só reproduzí-los. É preciso voltar a mostrar o que não não querem que mostrem. É preciso ser diferente. Parar de mostrar só os “culpados”, mas quem não é considerado e tem influência na situação, é preciso mostrar o contexto, parece que todos sabemos disso, mas não parece quando deixamos de colocar em prática.

Por fim, se o impresso continuar reproduzindo o que a internet reproduz, um jornalismo simplório, cacofonico está realmente fadada ao fracasso, infelizmente. Mas se o impresso se encontrar e mostrar é isso:    , veremos uma luz no fim do túnel.

Que
Sejamos jornalistas digitais, mas criticos
Conquistemos, mas que enfrentemos o conquistado e reconheça que só isso não é sufisciente
Sejamos impressos, mas que sejamos instantaneos
interativo
não sejamos uma caixa preta
façamos o que sabemos de fazer de melhor
Informemos