Análise dos Capítulos 1 e 3 de "The Shallows" de Nicholas Carr
A internet é a mídia mais recente a estimular debate sobre os efeitos de uma mídia sobre o ser humano; A questão é que quando é discutido sobre determinada mídia, o conteúdo é que é discutido e não a mídia em si.
McLuhan viu: que a longo prazo o conteúdo de um mídia importa menos que ela própria em influenciar o modo como pensamos e agimos. Como nossa janela para o mundo e para nós mesmos, uma mídia popular molda o que vemos e como vemos - e por fim, se a usarmos bastante, muda quem somos, como indivíduos e como sociedade.
Logo de início o autor se diz dependente da internet, externa sua dificuldade de concentração em ler livros, artigos ou algo que passe de três parágrafos. Estranho com essa percepção e com o sentimento de culpa, ele contata alguns amigos e que dizem que também se sentem assim.
Depois disso, Carr faz um retrospecto de todo o seu contato com o computador, internet e a percepção de que havia algo errado.
Ele lista o deslumbre ao comprar seu primeiro computador, as funcionalidades que ele tinha e a emoção de vê-lo ligar. Nisso, ele dizia a dificuldade e a resistência em produzir e editar textos no computador com os softwares da época.
Relata a experiência de ter um computador no trabalho, e não apenas em casa.
O descobrimento da internet e sua paixão pela mesma, passada a época de resistência quanto ao novo meio, viu na internet um novo mundo, viria para salvar sua vida e agilizar trabalhos e contatos com o resto do mundo, cita a facilidade com que postava seus textos na web, comparando com o processo demorado que levava na produção de artigos e livro, agora só digitava, editava algumas páginas e postava, estava pronto, além da interação quase que instantaneamente de outros usuários da rede.
Mas de repente, percebeu que havia algo errado.
A fome de consumo de informação, a necessidade de estar conectado, e a falta de concentração nas pequenas coisas fez com que ele percebesse que ele percebesse que estava passando dos limites e que não passava mais de um consumidor de palavras, não mais um ser pensante e ativo.
Depois disso, o autor começa um debate que discute a influencia que esses meios tem sobre nosso cérebro.
Para isso, ele coloca duas linhas de pensamentos: O determinismo tecnológico, que diz que somos meros reprodutores desses meios e que quando esses meios conseguirem se reproduzir sozinhos seremos descartados e o instrumentalismo, que afirma que nós, seres humanos, temos total poder sobre esses meios podendo decidir o que fazer e qual influencia eles tem sobre nós.
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