Um breve resumo do artigo da Sylvia Debossan Moretzsohn, publicado pelo site Observatório da Imprensa
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A autora começa falando das primeiras discussões sobre o futuro do jornalismo, em especial do impresso, quando a internet ainda engatinhava no Brasil.
A ideia que se tinha era que o público montaria seu próprio jornal, a partir daquilo que ele tinha interesse, daí a fidelidade a certos tipos de conteúdo e aos produtores do mesmo.
O que se viu, em pouco tempo, é que o público não apenas consumia informação, mas que as produzia em larga escala.
A primeira crítica feita por Moretzsohn é a falta de clareza por parte das grandes mídias quanto ao que fazer na Internet e suas prioridades. Para a autora, os grandes jornais cedem ao imediatismo e ao cacofonismo das redes, deixando de lado a produção jornalística e valorizando a caça ao clique.
Ocorre que a caça ao clique é a morte anunciada do jornalismo, porque o que costuma excitar o público é a surpresa, o escândalo, o bizarro, o curioso, o grotesco. Em síntese, o fait-divers, que sempre foi elemento periférico para os jornais de referência.
Sylvia cita a pesquisa feita pela jornalista Lúcia Guimarães, onde 80% das pessoas que afirmam usar o Facebook, 67% afirmam que usam para consumir notícias. A problemática é: O que podemos considerar como notícia?
Lucia questiona o algoritmo usado pelo Facebook que ‘seleciona’ o que aparece para os usuários da rede. O que filtra ainda mais o que podemos considerar como notícia. O que algoritmo seleciona para aparecer no feed de notícias, até onde se sabe, é baseado naquilo que o próprio usuário tem mais interação, ou seja, visita com mais frequ~encia, curte, compartilha e comenta mais. A afirmação da pesquisa é: Jornalismo não é agradar. Falta notícias que as pessoas não sabem, mas precisam saber.
Para Sylvia, o jornalismo não precisa se reiventar. Os fundamentos do jornalismo não mudaram, o que mudou foi a tecnologia. O que é preciso que o jornalismo se encontre e coresponda ao ideal e o que o legitima socialmente.Pelo contrário, o jornalismo é ainda mais necessário pra filtrar as informações que são publicadas, ua vez que muitas delas são boatos, informações falsas e banalidades.
Além disso, ela defende o perfil de profissional competente e critica as más condições de trabalho e a falta de incentivos para o crescimento profissional. A jornalista, diz que as redações são uma fábrica de produzir infelizes: gente mal paga e que não se reconhece no que faz.
Sylvia Moretzsohn termina o artigo dizendo: A crise que estamos enfrentando, e que não é de hoje, nos impõe uma resposta à altura, e esta resposta não será individual, como sugere a ideia de “reinventar-se”, que ignora a perspectiva coletiva, sem a qual nada muda. Para os jornalistas, em particular, essa resposta não pode dispensar a luta pela recuperação da dignidade e pela exigência do respeito aos princípios que norteiam a profissão.
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