quarta-feira, 18 de maio de 2016

Da cultura das Mídias à Cibercultura: O advento do pós-humano


Lúcia Santaella

Fichamento do artigo



Alguns pontos me chamaram a atenção  ao longo do texto, e de acordo com a divisão que a própria autora faz, farei os meus que achei relevantes, então vamos lá:
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  No primeiro capítulo, a autora faz uma divisão de eras culturais em seis tipo de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.
  Lembra que não devemos julgar que as transformações culturais são devidas apenas ao advento de novas tecnologias. Na verdade, os signos, os tipos de mensagem e os processos de comunicação os verdadeiros responsáveis por essas transforações.


“McLuhan insistia na impossibilidade de se separar a mensagem do meio, pois a mensagem é determinada muito mais pelo meio que a veicula do que pelas intenções de seu autor. Portanto, em vez de serem duas funções separadas, o meio é a mensagem”
(Lunenfeld, 1999a, p.130)


A autora completa: Ora, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam.


Sobre a continuidade da cultura de massas sendo a cibercultura, Santaella reconhece a fase transitória entre elas, a saber, o reconhecimento da cultura das mídias, pois é substâncial para se ocnhecer a própria cibercultura.


A autora também critica a imprecisão a qual muitos tem tratado como cultura midiática, incluindo todas as tranformações e hibridização que vivemos.


“A confusão conceitual é proporcional à confusão dos modos como nos aparecem os fatos que pretendemos compreender”. Tal afirmação, para mim, condiz com o que acontece hoje no jornalismo impresso: Sem saber para onde ir, ou como se adaptar ao meio, tenta entender como se adaptar e criar teorias, de possivel salvação, que não são eficazes, gerando com isso a demissão de centenas de funcionários.


Com o advento da tecnologia, Lúcia afirma que o próprio usuário é quem vai  individualmente buscar a informação e a mensagem que deseja, que se caracteriza por uma busca dispersa, alinear e fragmentada.


Apesar da cultura de assas, cultura das mídias e cultura digital viverem no mesmo caldeirão, e por isso a dificuldade de conceituar e distingui-las, ambas possuem diferenças que precisam ser mostradas, para que não nos perdamos, ou continuemos perdidos. “Uma diferença gritante entre cultura das mídias e a cultura digital, por exemplo, está no fato muito evidente que, nesta última está ocorrendo a convergência das mídias, um fenômeno muito distindo da convivência das mídias típica da cultura das mídias.


Sobre a quantidade exarcebada de informação que hoje detémos e produzimos advem da convergência das mídias, na coexistência com a cultura de massas e a cultura das mídias. Parafraseand Hayles(1996b, p;259, 270) que afirma que a informação é a moeda corrente da rede.
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A autora sempre busca fugir dos extremos e mantém cautela ao fazer quaisquer afirmações, isso fica amis claro quando ela critica o extremismo que precisamos ser críticos quanto ao que estamos consumindo, mas não exagerar, e nem acreditar que a internet é a salvação e que ela só é benéfica.


Pós-humano, ela refere-se não aquilo que vem após o humano, com sua extinção, mas sim para sinalizar as tranformaçõe que as novas tecnlogias de comunicaão estão trazendo para tudo o que diz respeito à vida humana, tanto no nível psíquico quanto social e antropológico.

E para a compreensão do que vem depois e quais as consequencias disso, a autora confia na arte, a que cria problema, pois ela tem sido a única que tem projetado, explorado e criticado uma nova imagem do ser humano no vórtice de suas atuais transformações.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A pregação contra o amador






O culto do Amador

Análise do primeiro capítulo do livro "O culto do amador" de Andrew Keen




Se antes o autor era um apaixonado pela evolução da internet e um otimista das possibilidades que nos daria. Hoje, o autor mostra-se um pessimista e radical quanto a democratização da internet e o poder que os usuários detém. 
A metáfora usada por ele no inicio do livro é que os usuários são macacos e que com suas máquinas produzem e recebem conteúdos sem criticidade e sem a preocupação da sua veracidade e respeito aos direitos autorais de produtores de conteúdos 
 Keen faz diversas críticas em relação a postura dos usuários na rede. Uma delas, é em relação ao seu desejo de tornar-se a informação, deixando de lado o acesso a portais de notícias para se vangloriarem em seus perfis e produzirem informação, em suma, de si mesmos. 
Sobre a promessa de democratização da Web 2.0, o autor escreve "O que a revolução da Web 2.0 está realmente proporcionando são observações superficiais do mundo à nossa volta, em vez da análise profunda, opinião estridente, em vez de julgamento ponderado."
Devido a falta de uniformidade e a falta de um editor de conteúdo, as pessoas produzem materiais que não tem verificação de suas credenciais e avaliação. Com isso, há um obscurecimento, ofuscação e até o desaparecimento da verdade.
O autor finaliza o capítulo afirmando que não podemos lançar a culpa por esse triste estado de coisas em alguma outra espécie. Nós, seres humanos, monopolizamos as luzes da ribalta nesse novo palco da mídia democratizada. Somos simultaneamente seus escritores, seus produtores, seus técnicos amadores e, sim, seu público amador. 

domingo, 8 de maio de 2016

The Shallows

Análise dos Capítulos 1 e 3 de "The Shallows" de Nicholas Carr

A internet é a mídia mais recente a estimular  debate sobre os efeitos de uma mídia sobre o ser humano; A questão é que quando é discutido sobre determinada mídia, o conteúdo é que é discutido e não a mídia em si.


McLuhan viu: que a longo prazo o conteúdo de um mídia importa menos que ela própria em influenciar o modo como pensamos e agimos. Como nossa janela para o mundo e para nós mesmos, uma mídia popular molda o que vemos e como vemos - e por fim, se a usarmos bastante, muda quem somos, como indivíduos e como sociedade.
Logo de início o autor se diz dependente da internet, externa sua dificuldade de concentração em ler livros, artigos ou algo que passe de três parágrafos. Estranho com essa percepção e com o sentimento de culpa, ele contata alguns amigos e que dizem que também se sentem assim.


Depois disso, Carr faz um retrospecto de todo o seu contato com o computador, internet e a percepção de que havia algo errado. 


Ele lista o deslumbre ao comprar seu primeiro computador, as funcionalidades que ele tinha e a emoção de vê-lo ligar. Nisso, ele dizia a dificuldade e a resistência em produzir e editar textos no computador com os softwares da época.


Relata a experiência de ter um computador no trabalho, e não apenas em casa.

O descobrimento da internet e sua paixão pela mesma, passada a época de resistência quanto ao novo meio, viu na internet um novo mundo, viria para salvar sua vida e agilizar trabalhos e contatos com o resto do mundo, cita a facilidade com que postava seus textos na web, comparando com o processo demorado que levava na produção de artigos e livro, agora só digitava, editava algumas páginas e postava, estava pronto,  além da interação quase que instantaneamente de outros usuários da rede.

Mas de repente, percebeu que havia algo errado.


A fome de consumo de informação, a necessidade de estar conectado, e a falta de concentração nas pequenas coisas fez com que ele percebesse que ele percebesse que estava passando dos limites e que não passava mais de um consumidor de palavras, não mais um ser pensante e ativo.



Depois disso, o autor começa um debate que discute a influencia que esses meios tem sobre nosso cérebro.

Para isso, ele coloca duas linhas de pensamentos: O determinismo tecnológico, que diz que somos meros reprodutores desses meios e que quando esses meios conseguirem se reproduzir sozinhos seremos descartados e o instrumentalismo, que afirma que nós, seres humanos, temos total poder sobre esses meios podendo decidir o que fazer e qual influencia eles tem sobre nós. 

Crítica a cultura de convergência

Informação para rir ou para pensar?


A leitura do texto e a sua criticidade em relação a ele, fica por sua conta. O link para download do mesmo está no fim dessa postagem.

Vou me deter a fazer uma crítica a algo relacionado: a adaptação de um meio de comunicação a outro, ou não

Sempre que aparece uma nova tecnologia, acredita-se que outra irá desaparecer, assim foi com o rádio, quando a TV surgiu.  E é assim que vemos o futuro do jornalismo impresso: com a migração para o digital e a queda das vendas e assinantes, além das demissões em larga escala nas redações de todo o mundo, acreditamos que esse seja seu fim. Aliás,  eu não.

Na verdade, igenuinamente, ou não, as pessoas acreditam que a “tecnologia internet” seja a caixa preta, como é citado no livro Cultura da Convergência de Jekins, onde vai juntar tudo em apenas uma tecnologia. Seria essa a nossa caixa preta mesmo? A qual um dia pensamos a inviabilidade de existir? Ou estamos nos precipitando e deixando de analisar as particularidades de cada tecnologia e mais ainda: de cada meio de comunicação?

a convergência representa uma transformação cultural à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia dispersos.
— JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2009.”

As pessoas consomem informações diferente de como consumiam há 10 anos, e fazer edição especial só aos finais de semana não é sufisciente e nem o caminho para que, além de conseguir fidelidade com possíveis novos leitores, conseguir mostrar: é isso que devemos fazer para sobreviver e não demitirmos a redação toda.

Não é o caminho copiar e colar o que foi publicado na web para o jornal do outro dia de manhã. Quem vai se importar de ler o que já foi publicado? Ah, mas eu não publiquei isso, meus leitores ainda não viram isso. Ok. Mas é seus leitores e de quantos mais?
Estamos pensando nos leitores que não leem nenhum jornal impresso, só a internet? Já pensou se esse pessoal ver algo ‘cool’ e começa a acompanhar a rede social do jornal? Ou se ainda: devido aos conteúdos postados, deseja saber mais sobre um determinado conteúdo que só vai ser encontrado no impresso? E, a partir daí começa a comprar...

Outra questão: Você está publicando o que seus leitores querem ver ou o que eles precisam saber? Você está fazendo um jornalismo de miss simpatia?

O jornalismo é preciso se encontrar. É preciso ainda ter o desejo de quebrar padrões e nao só reproduzí-los. É preciso voltar a mostrar o que não não querem que mostrem. É preciso ser diferente. Parar de mostrar só os “culpados”, mas quem não é considerado e tem influência na situação, é preciso mostrar o contexto, parece que todos sabemos disso, mas não parece quando deixamos de colocar em prática.

Por fim, se o impresso continuar reproduzindo o que a internet reproduz, um jornalismo simplório, cacofonico está realmente fadada ao fracasso, infelizmente. Mas se o impresso se encontrar e mostrar é isso:    , veremos uma luz no fim do túnel.

Que
Sejamos jornalistas digitais, mas criticos
Conquistemos, mas que enfrentemos o conquistado e reconheça que só isso não é sufisciente
Sejamos impressos, mas que sejamos instantaneos
interativo
não sejamos uma caixa preta
façamos o que sabemos de fazer de melhor
Informemos

Peer production (Peering)

 Wikinomics


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O autor começa dando o exemplo de Rob McEwen, CEO da empresa Goldcorp, uma empresa de mineração, queem meio a problemas financeiros dentro da empresa, decidiu seguir o exemplo de Linus Tosvaldi, criador do sistema Linux.

Rob, soube da história em um evento no MIT, que basicamnte é a seguinte: o Linus criou o sistema operacional, o Linux, e decidiu liberar todo o código fonte, permitindo que milhares de programadores anônimos o analizassem e fizessem suas contribuições.

Então, Rob propôs a sua equipe que compartilhasse os dados referente a todas as pesquisas feitas pela empresa que mostravam onde havia jazidas de ouro, mas que eles não sabia onde encontrá-los e qual o seu valor, e em troca disso esperava que as grandes empresas o retribuisse com locais onde haveria possibilidade de haver ouro. Mesmo com todo o medo de não dar certo, acabou que deu e a empresa que faturava cerca de 100 milhões de doláres anos antes, depois de alguns ano faturava cerca de 9 bilhões.

Pode-se perceber que ao compartilhar propriedades intelectuais, podemos explorar o poder da genialidade e inteligência coletiva.

Peer production, ou peering: quando um grupo de pessoas ou empresas, colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento.

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Exemplo disso é o Wikipédia onde um número gigantesco de conteúdo é produzido por milhares de pessoas ao redor do mundo, e ninguém é dono de nada. O conteúdo é disponível para quem tem interesse e possa ajudar também.

Clique aqui para download do texto



sexta-feira, 6 de maio de 2016

O suicídio do jornalismo



Um breve resumo do artigo da Sylvia Debossan Moretzsohn, publicado pelo site Observatório da Imprensa


foto do site: http://concursosarte.com/

A autora começa falando das primeiras discussões sobre o futuro do jornalismo, em especial do impresso, quando a internet ainda engatinhava no Brasil.
A ideia que se tinha era que o público montaria seu próprio jornal, a partir daquilo que ele tinha interesse, daí a fidelidade a certos tipos de conteúdo e aos produtores do mesmo.
O que se viu, em pouco tempo, é que o público não apenas consumia informação, mas que as produzia em larga escala.

A primeira crítica feita por Moretzsohn é a falta de clareza por parte das grandes mídias quanto ao que fazer na Internet e suas prioridades. Para a autora, os grandes jornais cedem ao imediatismo e ao cacofonismo das redes, deixando de lado a produção jornalística e valorizando a caça ao clique.

Ocorre que a caça ao clique é a morte anunciada do jornalismo, porque o que costuma excitar o público é a surpresa, o escândalo, o bizarro, o curioso, o grotesco. Em síntese, o fait-divers, que sempre foi elemento periférico para os jornais de referência.

Sylvia cita a pesquisa feita pela jornalista Lúcia Guimarães, onde 80% das pessoas que afirmam usar o Facebook, 67% afirmam que usam para consumir notícias. A problemática é: O que podemos considerar como notícia?
Lucia questiona o algoritmo usado pelo Facebook que ‘seleciona’ o que aparece para os usuários da rede. O que filtra ainda mais o que podemos considerar como notícia.  O que algoritmo seleciona para aparecer no feed de notícias, até onde se sabe, é baseado naquilo que o próprio usuário tem mais interação, ou seja, visita com mais frequ~encia, curte, compartilha e comenta mais. A afirmação da pesquisa é: Jornalismo não é agradar. Falta notícias que as pessoas não sabem, mas precisam saber.

Para Sylvia, o jornalismo não precisa se reiventar. Os fundamentos do jornalismo não mudaram, o que mudou foi a tecnologia. O que é preciso que o jornalismo se encontre e coresponda ao ideal e o que o legitima socialmente.Pelo contrário, o jornalismo é ainda mais necessário pra filtrar as informações que são publicadas, ua vez que muitas delas são boatos, informações falsas e banalidades.

Além disso, ela defende o perfil de profissional competente e critica as más condições de trabalho e a falta de incentivos para o crescimento profissional. A jornalista, diz que as redações são uma fábrica de produzir infelizes: gente mal paga e que não se reconhece no que faz.

Sylvia Moretzsohn termina o artigo dizendo: A crise que estamos enfrentando, e que não é de hoje, nos impõe uma resposta à altura, e esta resposta não será individual, como sugere a ideia de “reinventar-se”, que ignora a perspectiva coletiva, sem a qual nada muda. Para os jornalistas, em particular, essa resposta não pode dispensar a luta pela recuperação da dignidade e pela exigência do respeito aos princípios que norteiam a profissão.

Clique aqui para ver o artigo completo

terça-feira, 3 de maio de 2016

Creative Commons (CC)



Creative Commons (CC)  é uma organização sem fins lucrativos, que permite o compartilhamento e o uso da criatividade e do conhecimento através de licenças jurídicas gratuitas, definição encontrada no próprio site em sua versão brasileira.

Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-e-creative-commons,669377
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domingo, 1 de maio de 2016

O que esperar do Facebook?

Búsqueda



Já estamos quase no meio do ano de 2016 e já vimos algumas mudanças no Facebook. A maior rede social do mundo. Temos visto as transmissões ao vivo, as reações foram criadas, e timidamente temos visto o instant articles.


O site MultiLink lista 10 mudanças que ocorrerão no Facebook, duas delas chama atenção: A parceria com o Uber, onde através do menseger, produto intregado do Facebook, o usuário poderá solicitar o serviço da Compania, enquanto aquele site dá esta informação o site do tecmundo frisa que o serviço só estará disponível para o Estados Unidos, por enquanto. A outra mudana que nos chama atenção é a de busca otimizada, onde os usuários do facebook poderão faazer suas pesquisas dentro da própria rede social, a partir daí o Facebook baterá de frente com o Google e o Bing no sistema de busca.


Quando buscamos por novidades no Facebook e fazemos o filtramento nos mecanismos de busca limitando para apenas o que foi postado nesse ano, além de encontrar o que foi citado acima, encontramos açoes do Facebook com empresas e empreendedores.  Uma das ações, rodará por alguma das cidades do Brasil, dando um workshop para como empresas e microempreendores podem usar o Facebook para melhorar os negócios.


O que eu, autor do blog, espero do Facebook?

Mais privacidade. E que ele interfira menos nas minhas decisões. Talvez, interferir menos não seja a expressão correta, mas que ele use menos o meus dados afim de gerar lucro para si próprio. Que ele seja mais transparente com suas ações e não acabe se tornando chato, na tentativa de melhorar seu desempenho.

Quem quiser seguir meu Facebook: facebook.com/italoolucas