quarta-feira, 11 de maio de 2016

A pregação contra o amador






O culto do Amador

Análise do primeiro capítulo do livro "O culto do amador" de Andrew Keen




Se antes o autor era um apaixonado pela evolução da internet e um otimista das possibilidades que nos daria. Hoje, o autor mostra-se um pessimista e radical quanto a democratização da internet e o poder que os usuários detém. 
A metáfora usada por ele no inicio do livro é que os usuários são macacos e que com suas máquinas produzem e recebem conteúdos sem criticidade e sem a preocupação da sua veracidade e respeito aos direitos autorais de produtores de conteúdos 
 Keen faz diversas críticas em relação a postura dos usuários na rede. Uma delas, é em relação ao seu desejo de tornar-se a informação, deixando de lado o acesso a portais de notícias para se vangloriarem em seus perfis e produzirem informação, em suma, de si mesmos. 
Sobre a promessa de democratização da Web 2.0, o autor escreve "O que a revolução da Web 2.0 está realmente proporcionando são observações superficiais do mundo à nossa volta, em vez da análise profunda, opinião estridente, em vez de julgamento ponderado."
Devido a falta de uniformidade e a falta de um editor de conteúdo, as pessoas produzem materiais que não tem verificação de suas credenciais e avaliação. Com isso, há um obscurecimento, ofuscação e até o desaparecimento da verdade.
O autor finaliza o capítulo afirmando que não podemos lançar a culpa por esse triste estado de coisas em alguma outra espécie. Nós, seres humanos, monopolizamos as luzes da ribalta nesse novo palco da mídia democratizada. Somos simultaneamente seus escritores, seus produtores, seus técnicos amadores e, sim, seu público amador. 

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