Lúcia Santaella
Fichamento do artigo
Alguns pontos me chamaram a atenção ao longo do texto, e de acordo com a divisão que a própria autora faz, farei os meus que achei relevantes, então vamos lá:
No primeiro capítulo, a autora faz uma divisão de eras culturais em seis tipo de formações: a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital.
Lembra que não devemos julgar que as transformações culturais são devidas apenas ao advento de novas tecnologias. Na verdade, os signos, os tipos de mensagem e os processos de comunicação os verdadeiros responsáveis por essas transforações.
“McLuhan insistia na impossibilidade de se separar a mensagem do meio, pois a mensagem é determinada muito mais pelo meio que a veicula do que pelas intenções de seu autor. Portanto, em vez de serem duas funções separadas, o meio é a mensagem”
(Lunenfeld, 1999a, p.130)
A autora completa: Ora, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam.
Sobre a continuidade da cultura de massas sendo a cibercultura, Santaella reconhece a fase transitória entre elas, a saber, o reconhecimento da cultura das mídias, pois é substâncial para se ocnhecer a própria cibercultura.
A autora também critica a imprecisão a qual muitos tem tratado como cultura midiática, incluindo todas as tranformações e hibridização que vivemos.
“A confusão conceitual é proporcional à confusão dos modos como nos aparecem os fatos que pretendemos compreender”. Tal afirmação, para mim, condiz com o que acontece hoje no jornalismo impresso: Sem saber para onde ir, ou como se adaptar ao meio, tenta entender como se adaptar e criar teorias, de possivel salvação, que não são eficazes, gerando com isso a demissão de centenas de funcionários.
Com o advento da tecnologia, Lúcia afirma que o próprio usuário é quem vai individualmente buscar a informação e a mensagem que deseja, que se caracteriza por uma busca dispersa, alinear e fragmentada.
Apesar da cultura de assas, cultura das mídias e cultura digital viverem no mesmo caldeirão, e por isso a dificuldade de conceituar e distingui-las, ambas possuem diferenças que precisam ser mostradas, para que não nos perdamos, ou continuemos perdidos. “Uma diferença gritante entre cultura das mídias e a cultura digital, por exemplo, está no fato muito evidente que, nesta última está ocorrendo a convergência das mídias, um fenômeno muito distindo da convivência das mídias típica da cultura das mídias.
Sobre a quantidade exarcebada de informação que hoje detémos e produzimos advem da convergência das mídias, na coexistência com a cultura de massas e a cultura das mídias. Parafraseand Hayles(1996b, p;259, 270) que afirma que a informação é a moeda corrente da rede.
A autora sempre busca fugir dos extremos e mantém cautela ao fazer quaisquer afirmações, isso fica amis claro quando ela critica o extremismo que precisamos ser críticos quanto ao que estamos consumindo, mas não exagerar, e nem acreditar que a internet é a salvação e que ela só é benéfica.
Pós-humano, ela refere-se não aquilo que vem após o humano, com sua extinção, mas sim para sinalizar as tranformaçõe que as novas tecnlogias de comunicaão estão trazendo para tudo o que diz respeito à vida humana, tanto no nível psíquico quanto social e antropológico.
E para a compreensão do que vem depois e quais as consequencias disso, a autora confia na arte, a que cria problema, pois ela tem sido a única que tem projetado, explorado e criticado uma nova imagem do ser humano no vórtice de suas atuais transformações.